quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Feliz Natal!





Magnifico solo de Piano a relembrar o excelente filme: As horas.
As horas no Natal têm mais força. Deveria ser assim nos outros dias do ano. relembrar as horas em que somos felizes e pensar sempre no melhor dos tempos que a humanidade deu consciência: o Futuro.
O futuro, no meio das horas, é o tempo das fadas e do encanto. tal como devemos sentir o tempo.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Message from a box

  Seis horas na estrada a enfrentar neve, frio, estradas cortadas, trânsito caótico, cansaço fisico extremo, angústia, entre outros sentimentos básicos da condição humana em semelhante contexto a proliferarem como vento. Entro em casa, o jantar pronto, e uma voz da televisão invade o espaço: Às vezes queremos o que não temos, e quando temos, não queremos; nisto tudo, o que mais se aproxima da perfeição é mesmo ir colher uma maça a uma árvore para depois saborear -  Resolução: sento-me no sofá para apagar o frio interno espalhado.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Maquiavel

O Príncipe:



“(…) é muito mais seguro ser temido que amado, quando se tenha de perder uma das duas. Porque isto se pode dizer genericamente acerca dos homens: são ingratos, volúveis, dissimulados, esquivos ao perigo, e cúpidos de lucro; e enquanto o príncipe os beneficia, todos se dizem seus, oferecendo o sangue, os bens, a vida, os filhos, como se acima se disse, quando a necessidade está distante; mas, quando ela está perto, logo se rebelam. (…) E os homens hesitam menos em ofender um que se faça amar do que um que se faça temer; porque o amor consiste num vínculo de obrigação que, dada a maldade dos homens, é roto no primeiro momento em que se levanta o interesse; mas o temor consiste num medo de represálias que nunca cessa.”

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Aves migratórias

Os pensamentos nocturnos são aves migratórias


Não têm raízes porque altas vivem: nos seus voos na sua permanência terrestre, real, na vida.

São cometas ao redor das palavras que nascem em ti.

Os pensamentos nocturnos são as mágoas abertas

Sem pudores, sem formas, são a abstracção Do que se quer viver e do que se viveu

Embrulhadas na roda permanente do pensamento.

Por isso, os poetas escrevem à noite.

Não para fazerem brotar o seu pensamento

Mas para tornarem leve carga da vida.

Por isso, toda as palavras se encontram à noite, pela mão de quem as pensa e sonha.E justamente ganham o ímpeto.

A mão traz sempre a força e a delicadeza

O double sense dos que pulsam em vida.

Já a palavra dos homens são arcos

Que nos rodeiam na infinita mão do universo

Não creio nas mãos boas

Mas creio nas mãos firmes

Não creio nas palavras belas

Mas creio nas palavras âncora, rocha.

A fazer permanecer na terra a Humanidade.



Uma familia Moderna

Milagrário Pessoal

Fui ver a apresentação do último livro de José Eduardo Agualusa na Fnac - Milagrário Pessoal - eis-me na segunda fila, com poucos oponentes na primeira, a não ser a sua, presumo, namorada - alta, esguia, branca, olhos e lábios muito expressivos, brasileira pelo sotaque, bonita à sua maneira, orgulhosa de estar ali ao lado dele, ele a precisar dela para pegar no casaco, ou para lhe dar uma caneta para assinar livros, ou para lhe confirmar datas ou nomes que não ocorriam no momento discursivo. mas deixemos em paz a namorada do Agualusa, não é por isso que estou aqui. Queria sentir a magia que sonho que todos os escritores devem ter a transpirar por todos os poros; dizer que olhei bastante o agualusa para ver essa magia; houve a certa altura um mau sinal da minha parte por ter querido olhar tanto, sem olhar, que ele se dirige a mim e afirma que eu devo ter muitas perguntas para fazer. e tive, mas sairam tão desconcertadas e previsiveis que deve ter ficado a achar que eu parecia mais interessante por fora do que o resultado da minha actividade cerebral. são assim algumas situações. o que circula nas fileiras internas não corresponde depois ao resultado exterior, fica-se bacoco. em contrapartida, o Agualusa falou da língua portuguesa, de Angola, da ressaca do escritor depois de escrever, do sonho que todos os escritores têm de criar novas palavras; fez ainda uma leitura de uma passagem do seu livro; disse que tinha vindo da Alemanha, os seus livros estão traduzidos em mais de vinte paises, e agora ali, naquele espaço, a meia luz, com tão poucas e mais ou menos silenciosas pessoas, e ele, tranquilamente a fazer o seu milagrário pessoal.







(...)"O nosso destino é o de nos engolirmos uns aos outros, disse-me Moisés da Conceição quando há alguns anos o encontrei, nesta nossa cidade de Luanda, onde o trouxera o negócio da cera. Se os portugueses comeram dos angolenses, e estão comendo, hão-de os angolenses comer também seu pedaço dos portugueses, e desta forma, todos bem nutridos,


melhor enfrentaremos o porvir e a cobiça dos povos alheios.

Os descendentes dos angolenses, hão-de um dia falar um português próspero, redondo e musical, e quem os ouvir talvez consiga escutar no eco de certas palavras o largo rumor do Quanza passeando-se em direcção ao mar, o colorido piar de suas muitas aves, o zunirdos insectos, o cair das chuvas, o ribombar dos trovões, o silvo do vento soprando húmido por entre o capinzal(...)

Excerto do cap.II.

Litle winter conversation






Winter woman



O que mais te seduz numa Mulher:?

- o calor e a sensação de amor que transmite.
- tu consegues tirar-me o impossível.

The gamblers, yes we are.

Bem, a conjuntura do país não é nada boa e acordamos todos os dias cilindrados com essa ideia. Para nos mantermos informados, lemos os jornais, vemos a têbê, ouvimos os economistas e sempre o mesmo sentimento crescente de que a coisa não está para brincadeiras. A nossa Dívida, o desemprego, o novo tipo de desemprego, a corrupção, o desenho do Portugal comezinho, os paises como a Alemanha, a França, a puxarem-nos as orelhas e nós abaixarmo-nos para não cairmos com o puxão. Mas a situação não é tão linear. É bem mais profunda e grave. Creio que todo o Português não fica imune a todos estes cenários económicos, políticos, e sociais e fica facilmente com o sangue a ferver; as revoluções começam precisamente em situações de crise, e nós precisamos urgentemente de várias revoluções, as que purificam o sangue expurgam os maes do medo, seja a mudança profunda de comportamentos individuais e colectivos, e a fiscalização do jogo. Aqui, tudo é jogo, tudo é aposta, tudo é vigilância do jogo. E em todos os jogos só ganha quem é mais forte, quem é melhor a jogar. Os jogos entre estado e sociedade não são de agora, mas os jogos entre estados: Estados Fortes versus Estados fracos são bem fresquinhos, e vêm agravar a situação. As economias que souberem jogar melhor são as vencedoras; os melhores acabam sempre chegar mais alto. Assim o é também com as pessoas. Os jogos são para uma boa maioria uma forma de ganhar poder e de existência. Se não alinhas no jogo vives na sombra ou morres. Os bons jogadores, esses, têm sempre um tremendo sucesso na vida. Agora entendo a minha posição de rectaguarda num outro ranking. também nunca fui grande coisa em jogos.

domingo, 24 de outubro de 2010

les Amants - Marguerite Duras







o pendor do proíbido e do pecado, do desejo e da resistência, do erotismo e da inocência, do amálgama da pobreza e da luxúria da riqueza: Os Amantes - a incontornável dor do Amor a perdurar na casa da memória quando não se aguenta na esfera real.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

hoje foi assim


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Creativity - Elisabeth Gilbert.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

domingo, 26 de setembro de 2010

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Décalage

Primeiro a procura, a seguir o encontro forçado, depois o teu breve fascinio e o meu desencanto. A seguir a minha persistência e o teu afastamento, a seguir o meu desejo de te afastar, a tua procura tímida e (calculista?), entretanto a minha permanência e constância na tentativa de fuga, para depois se cair finalmente no desencanto total.

Setembro

Setembro é o meu mês para caminhar e sonhar.
Depois da caminhada e do sonho, e de caminhar a sonhar, ou sonhar a caminhar
vem normalmente a dureza da queda, da apatia. Setembro não é de fiar. Aliás, nunca foi.

A lei do Ferro

" A serenidade resulta de uma vida metódica, postulada nas acções dinâmicas do bem e na austera disciplina da vontade" - one says. Se alguém conseguir fazer isto com convicção e persistência é alguém altamente dotado, ou então santo, ou ainda alguém que vive oprimido.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

o efeito dominó

As férias deixaram latente um certo adormecimento; não que tivesse voltado as costas ao que aqui tento fazer acontecer, mas houve necessidade de viver outras coisas fora da tela para depois voltar a ela com mais vontade. Para surpresa de um amigo que me envia uma mensagem a perguntar a razão de tal afastamento, tentando dar-me ânimo para continuar e a não desaparecer daqui. Tal e qual como quando vamos de férias para fugir de rotinas e cansaços acumulados, foi mais ou menos o que se passou comigo. Sou um bocado avessa a rotinas, e dentro da minha rotina tenho que criar novos meios de cultivar outras esferas. O blog, ainda que seja uma forma de expansão do eu, é sobretudo a modernidade dos diários em papel que outrora se escreviam, só que muito menos protegidos. E é bom fazer pausas na escrita que envolve os diários sejam eles em papel, sejam eles electrónicos. É mais do que isso, é saudável.

Reparei, no entanto, quando regressei, e para tristeza minha que muitos autores dos blogs da minha lista, terminaram a sua actividade. Às vezes os acontecimentos têm um efeito dominó. Gostava mesmo de lhes dizer para voltarem para aqui, para não desistirem de serem neste espaço de terapia criativa. Mas muito mais importante do que as minhas motivações egoístas, são as motivações individuais que se devem obrigatoriamente respeitar e entender.

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Claude Charbol (1930 - 2010)


domingo, 12 de setembro de 2010

hasta en su muerte la fue llamando




Dicen que por las noches
No más se le iba en puro llorar
Dicen que no comia
No mas se le iba en puro tomar
Juran que el mismo cielo
Se extremecia al oir su llanto
Como sufria por ella
Que hasta en su muerte la fue llamando

Ay, ay, ay, ay, ay
Cantaba
Ay, ay, ay, ay, ay
Gemia
Ay, ay, ay, ay, ay
Cantaba
De pasión mortal moria

Que una paloma triste
Muy de mañana le vá a cantar
A la casita sola
Con las puertitas de par en par
Juran que esa paloma
No és otra cosa mas que su alma
Que todavia la espera
A que regrese la desdichada

Cucurrucucú
Paloma
Cucurrucucú

No llores
Las piedras jamás
Paloma
Que van a saber
De amores

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

This ain´t a love Song

Casa Blanca, e assim é a Rentrée!!!!